Sobre Nair Wanick ( Fiica )

 Nair ( Fiica), foi a primeira filha de Abadia e Aloysio Wannick, nascida em 02.02.1924 em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. 
  Das filhas de Aloysio era a que mais parecia ter seu temperamento, um pouco mais quieta do que as outras, mas não deixava de ser alegre. Como o pai e a mãe, foi seguidora da Doutrina Kadercista.
Muito devota de Nossa Senhora Aparecida, e Nossa Senhora do Perpetuo Socorro passou a todos a devoção, levando a todos que queriam, as quarta-feira nas novenas, quando morava já no Paraná.
Quando moça também encenava no teatro com seu pai e família, despertando isso, para toda a sua vida o grande gosto pelo cinema, teatro e carnaval. não era de pular carnaval, mas gostava muito de assistir, e entrava no embalo, ajudando a fazer as fantasias, durante o carnaval ficava acordada todas as quatro noites para assistir os desfiles das escolas de samba.
Fumante como seu pai também dele herdara o gosto pela leitura, já da mãe, sua professora de corte e costura, veio a sua profissão, costurava e bordava, transformava tecidos em sonhos, .
Da sua avó que amava muito, aprendeu a arte de cozinhar, muito bem - confessamos que,  carregada um pouco na pimenta, mas era seu gosto. A fama do seu "cuscus paulista" atravessava fronteiras, uma delícia. Apreciadora de um bom vinho, aos domingos, não faltava em suas refeições. 
   Casou-se aos dezenove anos com Benedito Antonio Valentin, dessa união teve seus dois filhos, Moisés Antonio e Arão Antonio.
Seu marido Valentin, como o chamavam veio a falecer com muito pouco tempo de casados, deixando-a viúva com seus dois filhos. Voltou para casa dos pais, que a ajudaram a criar seus filhos.
Nunca mais se uniu a ninguém vivendo só para seus filhos e família.
Geralmente era ela que cuidava de levar a todos da casa ao médico, enciclopédia ambulante do cinema, com uma memória invejável, bastava perguntar qualquer coisa sobre, que sabia na ponta da linguá. Sempre muito unida com seus pais, irmãs, e muitas amigas que conquistara durante sua vida.
 Dessa mulher guerreira guardamos as lembranças de a ver sair do banho, muito cheirosa, com seus vestidos de estampas floridas miudinhas, com seus decotes em vê, levemente mostrando seu lindo colo. Da sua eterna luta para alisar seus cabelos. De a ver deitada, acompanhadas dos seus gatos, lendo seus romances que a transportavam para além do seu dia a dia. De escutarmos e apreciarmos seus tantos contos que a noite no quarto de costura, nos faziam  viajarmos, há  - não podemos deixar de lembrarmos, das histórias de lobisomem e de assombração, que depois, não nos deixavam dormir de medo.  Saudades de lhe acompanharmos nas novenas, de comermos sua comida apimentada, mas deliciosa, de beliscar seus aperitivos. 
 Saudades de saber que podíamos contar com ela, do seu ombro amigo, dos conselhos quando precisássemos. Saudades da força que passava, com seu exemplo, de fazer de tudo para que seus filhos, e netas fossem felizes, procurando não deixar faltar nada a eles.
Enfim  saudades, do seu exemplo de ser acima de tudo Mãe -  dos seus filhos e um pouquinho de todos.
* 02.02.1924   + 30.05.1988
Proibido copiar ou reproduzir fotos e textos, sem autorização, de acordo com a lei nº9.610de19.02.1998.



Nair com sua mãe Abbadia
Seu pai Aloysio Wanick
Casamento de Nair e Antonio Valentin
 Moisés seu 1º filho
Arão seu 2º filho
Nair e Família
Nair com sua Irmã Iracema

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